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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Flow-feeling, você conhece. Mas não sabe.

Todos nós já passamos por uma sensação em que estamos fazendo determinada tarefa e não percebemos o tempo passar, ficamos totalmente desligados aos estímulos externos não referentes à atividade em execução. Estamos falando do flow-feeling.

Flow-feeling - O flow-feeling é um sentimento que pode ser experimentado em outras áreas da vida como nas artes e no trabalho por exemplo. Um músico no momento de seu improviso, provavelmente estará fluindo, pois ele não consegue pensar em mais nada além de sua ação (“tarefa”) e estará aliando habilidade (técnica e experiência musical) com o desafio de cada vez mais se superar tecnicamente e musicalmente, criando frases cada vez mais sofisticadas”

O sentimento de fluidez ou percepção de fluidez trata-se de um fenômeno mental que ocorre no momento em que estamos REALMENTE fazendo algo, focados somente naquilo. É o sentimento de uma experiência ótima, experiência máxima onde nossa consciência volta-se 100% a atividade.

Devemos buscar em nossas vidas, realizar atividades que nos coloque nesse estado, esse pode ser chamado nosso estado pleno de produção. O estudioso Mihalyi Csikszentmihalyi, da universidade de Chicago, estudou o fenômeno e apontou algumas regras básicas necessárias para que possamos atingir esse estado mental:

Equilíbrio, desafio e habilidade A tarefa a ser realizada precisa ser desafiante para o executor, porém esse deve ter habilidades para realiza-la com sucesso. É preciso equacionar o grau de dificuldade da tarefa com a capacidade psicológica do executor. Qualquer atividade contém uma gama de oportunidades de ação ou desafios, que exigem aptidões relativas à sua realização. Para aqueles que não possuem essas aptidões a atividade é inexpressiva.

Objetivos claros e feedback imediato Retro informações sobre seu desempenho devem ser recebidas pelo executor, sejam elas internas (pensamentos) ou externas (informações da gestão). Dessa forma o executor pode ajustar suas atitudes e continuar fluindo. O feedback é um elemento claro para alavancar o êxito e manter o executor conectado plenamente em sua atividade.

Perda de consciência Quando o executor passa a vivenciar uma liberação de preocupações quanto a ele mesmo em relação à atividade em execução, fica estimulado e energizado. A autoconfiança é fundamental, pois, faz com que o executor supere preocupações do tipo “Será que vou conseguir?”. Em outras palavras, quando o executor flui, ele está absorvido pela atividade e perda a percepção aos estímulos externos, não há possibilidade de atenção para necessidades como a fome, sede, posição do corpo, etc.

Enfim, reflita e nas atividades que executar, procure analisar ponto a ponto para que atinja o estado de flow-feeling e mergulhe em seu estado produtivo absoluto.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Organização Horizontal e Vertical



Para organizar sua vida, você precisa se atentar a mecanismos eficientes e se doar por completo ao sistema que adotar. Seria como embutir um software em sua mente e dar plenos direitos de administração a ele, você precisa confiar no seu processo organizacional a ponto de deixar que a mente fique ocupada na execução e busca pelos objetivos traçados em sua vida, seja pessoa ou profissional.

Não importando o método utilizado, o que é claro é que você deve se atender para dois prismas de organização: horizontal e vertical.

A organização horizontal: você precisa pensar nas atividades que necessita fazer de maneira macro, observando como um radar tudo que te rodeio e prende sua atenção. Isso dará coerência nas atividades das quais esteja envolvido. É nesse ponto da organização que você precisa se atentar em assuntos como tirar férias, mudar de emprego, iniciar um novo negócio, etc. Após realizar essa análise, você estará inserido em um ambiente conhecido e, inconscientemente irá absorver tudo que lhe rodeia e pode influenciar em sua vida.

A organização vertical: após reconhecer o ambiente e tudo que irá interagir sobre você, mudando seu foco ou tirando sua atenção, faça um filtro baseado em seus objetivos e defina prioridades sobre esses itens, ou descarte-os. Aos que se manterem em seu radar, realize uma análise vertical, uma reflexão para cima e para baixo sobre cada item. De maneira mais simplificada, responda e defina o que deve ser feito a cada item em particular. As férias? É hora de analisar quando, pra onde irá viajar, onde pretende visitar, roteiro de passeio, etc. Mudar de emprego? Defina qual área quer atuar, se prepara para novos desafios, faça cursos que possibilitem o novo emprego almejado.

Esses são os dois prismas que, independente da metodologia adotada, devem ser absorvidos e trabalhados, assim você terá um controle absoluto sobre o que te rodeia (horizontal) e quanto a esses itens, o que e como deve ser feito (vertical).

Bom pessoal, é isso. Espero que tenham gostado e até a próxima, um ótimo resto de semana a todos!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Teste a sensação de controle


Olá pessoal, estou de novo por aqui para compartilhar conhecimento com todos vocês. Como todos sabem (aos que acompanham minha fanpage no facebook, https://www.facebook.com/gotoant) eu estudo a algum tempo métodos de gestão do tempo e projetos, busco encontrar um senso comum entre produtividade e exagero, desperdício de tempo. Minha ideia é criar uma metodologia de gestão para que possamos deslumbrar de seus benefícios e ter um absoluto controle de nossas vidas, com qualidade e produtividade. 

Hoje apresentarei a vocês um exercício desenvolvido por David Allen que me fez sentir a sensação de controle defendida por ele. Vamos lá, concentre-se para que possa sentir o resultado, caso contrário você não será capaz de perceber a sensação de controle. 

De forma concentrada, pense no problema ou projeto que mais lhe incomoda atualmente, aquele que está em evidência na sua mente. Escreva seu nome em um papel, concentre-se nele e somente nele, esqueça qualquer outra coisa que possa desviar sua atenção. 

Agora descreva em uma única sentença escrita, qual o resultado positivo que você espera desse projeto/problema. Em outras palavras, descreva o que precisa acontecer para que você o considere concluído. 
Pois bem, de posse do projeto e resultado esperado, novamente pense que não existe mais nada no mundo além disso, é a única coisa que você tem a fazer e escreva qual é a próxima ação que você precisa executar para iniciar a busca pelo resultado esperado, qual a próxima atividade precisa ser feita. Onde iria nesse momento? Que atitude tomaria? Telefonaria para alguém? Mandaria um e-mail? O que faria?

Já tem a resposta para isso? Agora reflita: esses dois minutos de concentração despertaram algo em você? Se for como a maioria das pessoas, vai experimentar pelo menos um pouco do controle melhorado, relaxamento e concentração, vai sentir-se motivado para fazer algo em relação aquilo que você vinha meramente refletindo. 

Nada mudou de concreto em sua vida, nada físico, você somente trabalhou seu subconsciente, estabeleceu uma visão clara do que precisa ser feito de acordo com o resultado esperado. Isso fez com que você sentisse uma sensação de controle absoluto pela situação. Já pensou adotar essa forma de pensamento como um estilo de vida, no trabalho e na vida pessoal, multiplicando esse sensação por dez, cem, mil?
É isso que as pessoas precisam. 

"Mas o que criou está condição? A resposta é só uma: pensar. Não muito - só o suficiente para tornar mais concretos o seu compromisso e os recursos necessários para concretizá-los."

* Este texto foi escrito por mim, porém a ideia e exercício retirado do livro A arte de fazer acontecer de David Allen. 



quarta-feira, 23 de maio de 2012

Saiba como identificar se você está no controle de sua vida



Estou aqui novamente escrevendo para vocês, para que possam refletir e analisar sobre suas vidas, sendo uma pessoa diferente. Esse é meu objetivo, fazer com que a vida das pessoas seja melhor, implantando nelas a semente da inovação e reflexão sobre o mundo e métodos nos quais estamos inseridos. 

Hoje vou escrever sobre uma questão bastante comum: como concluir que está no controle de sua vida?
Pois bem, primeiramente você precisa estar aberto a reflexões e análises, ter a mente aberta. Caso contrário, peço a gentileza de não continuar a leitura, meu objetivo aqui não é tomar seu tempo e sim ajuda-lo e o primeiro passo para receber ajuda é aceita-la.

Bom, se você chegou até aqui é sinal de que não está conformado, ou melhor, não está absolutamente certo sobre o controle de sua própria vida.

Vamos iniciar com uma pergunta: você pronunciou nos últimos dez dias a frase “não tenho tempo”? Caso sua resposta for positiva, você não está no controle total de sua vida. 
Todos nós temos vinte e quatro horas em um dia, como algumas pessoas conseguem fazer “mais” que outras? Na realidade elas não fazem mais, elas estão organizadas o suficiente para realizar o trabalho que as levará a alcançar os objetivos claros que traçaram para suas vidas. Concluímos então que não existe falta de tempo, existem objetivos mal definidos.


Se possui objetivos bem definidos, metas claras a serem alcançadas e está trabalhando para isso, vou apresentar-lhes um exemplo claro, retirado do livro “A arte de fazer acontecer” que expressa a sensação de controle:

“Recorde a pura alegria de brincar num balanço, no quintal de casa: um ciclo suave de movimento, o equilíbrio que vem do próprio balançar. O balanço nos leva; a gente não força nada. Empurramos com as pernas para aumentar o arco, mas a gravidade faz a maior parte do trabalho. Na verdade, não estamos exatamente balançando, mas sim sendo balançados.”

Essa sensação é também conhecida como “estado de prontidão” do mestre de artes marciais e expressa metaforicamente o que você deve sentir quando possui o controle absoluto de sua existência, pense nisso!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Sua lista de afazeres está crescendo?


Comumente costumamos deixar nossa lista de tarefas com tarefas pendentes, isso é normal e o processo ocorre pelo fato de que, subconscientemente queremos aumentar nossa produtividade. São tarefas que se arrastam por dias e até semanas na lista de pendências diárias.

Você precisa repensar prioridades, seu sistema de gestão do tempo necessita de manutenção diária, pare agora mesmo e analise as tarefas que possui em suas pendências, deixe somente as de suma importância e mova o restante para um repositório de tarefas a serem feitas um dia.

De que adianta você ter uma lista de afazeres lotada e criar o costume de adiar as tarefas todos os dias? Isso não é produtivo e acaba por ocasionar uma elevação do nível do seu stress, sua mente sente-se desesperada ao ver a lista crescendo e você adiando, você pode achar que não, mas isso acontece. E te enlouquece. 

Os sistemas de gestão do tempo, quando aplicados na vida de uma pessoa tem o objetivo de organizá-la de forma a passar a sensação de controle absoluto. Metodologias não funcionam sozinhas e possuem armadilhas que, se não tratadas acabam por ter um efeito inverso, cuidado com isso!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

As escolhas te enlouquecem!


Á algum tempo venho estudando a questão do paradoxo da escolha, apresentado por alguns filósofos. Eis que hoje, após a publicação de um post na página do formigueiro no facebook, recebi um comentário apresentando um link muito interessante sobre o assunto, onde o filósofo Barry Schwartz fala durante vinte minutos em um vídeo sobre a questão. Aos que puderem assistam, pois vale muito a pena. 


Vou apresentar de forma resumida minha opinião sobre o assunto. Na verdade não se trata de uma opinião e sim de uma constatação: as escolhas nos enlouquecem.

Atualmente somos bombardeados por informações que vem de todos os lados e, não bastando a elevada capacidade de síntese que precisamos desenvolver para dar um sentido a tudo isso, somos atacados pelo “poder” de decisão em praticamente todos os segmentos de nossa vida. 
Pense um pouco e veja o quão assustador é quando notamos que, para comprar um celular, você tem no mínimo dez escolhas, um pão na padaria e lá vem mais seis ou sete opções, vai trocar de carro são no mínimo oito opções que cabem em seu orçamento. E ai, o que escolher?


O paradoxo da escolha trata justamente desse tema. De acordo com estudos, a falsa sensação de liberdade que temos ao fazer escolhas recheadas de opções faz um mal danado a nossa saúde mental. Pensando friamente, eu concordo. 

Ao nos depararmos com uma escolha, quanto mais opções tivermos maior será nossa indecisão e disso só podemos colher dois resultados: ou paralisamos e não sabemos o que escolher, ou escolhemos algo e nos frustramos com a escolha, seja ela acertada ou não. Note que, ao escolher um aparelho celular novo, por exemplo, você fica com a sensação de que o outro modelo tinha recursos melhores ou era melhor nisso ou naquilo do que o escolhido. Isso nos corrói por dentro, sendo mais um grande causador do grande número de depressões da atualidade.


Precisamos aprender lidar com isso, é difícil, mas temos que treinar nossa mente para escapar das armadilhas do mundo atual, onde as escolhas impostas pela “liberdade” conquistada nos causam graves problemas e corroem nossas mentes.

Tire um peixe de dentro de um aquário e solte-o no oceano: a liberdade causará paralisia e sua satisfação será reduzida. 

Todos nós precisamos de um aquário metafórico!

terça-feira, 15 de maio de 2012

A cultura da isenção da culpa

Li um artigo algum tempo atrás que demonstrou com clareza um problema sério que afeta a grande maioria das empresas: o foco sempre está voltado a encontrar um culpado e não solucionar um problema.

Quando uma falha grave ocorre em um determinado processo, reuniões e mais reuniões (aquelas sem objetivo definido) são feitas buscando o responsável pelo acontecimento, a ânsia de encontrar um culpado é tão grande que o processo é esquecido. Como resultado, geralmente ocorre uma demissão ou advertência.


E o problema? O retrabalho gerado? As consequências reais?
Ninguém para pra pensar em analisar a solução ao invés de dar uma ênfase tão grande ao problema. Seria muito mais inteligente encontrar a falha no processo e corrigir a postura da equipe, dessa forma o percentual de uma reincidência seria reduzido drasticamente. A realidade não é essa, problemas reincidentes são corriqueiros nas corporações, isso faz com que uma cultura um tanto egoísta seja enraizada.

Reflita: Em um processo multidisciplinar qualquer a ser executado em uma empresa, irão atuar as equipes A e B. A equipe A é responsável pelo serviço X e a equipe B pelo serviço Y. Suponhamos que algo deu errado nos resultados apresentados pela equipe B. Ao questionar qualquer integrante da equipe A sobre o problema, você tem dúvida de que a resposta será “minha parte eu fiz, isso é responsabilidade de fulano ou ciclano”?

Não defendo aqui carregar ninguém nas costas e muito menos privilegiar profissionais incompetentes que pouco se preocupam com sua atuação no processo, mas acredito que precisamos fazer uma reflexão sobre o conceito de equipe.

É essencial que saibamos ponderar as coisas.   
 

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